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Fio da Navalha

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O Raiz do Sana é independente. Com 16 anos de estrada, três discos e um DVD lançados e duas turnês internacionais no currículo, nunca dependeu e continua não dependendo de superestruturas de mercado, verbas públicas, estratégias de marketing ou planos mirabolantes de mídia para obter êxito e seguir adiante. Seu maior trunfo é a multidão de fãs conquistados ao longo desses anos da maneira mais verdadeira: pouco a pouco, a cada novo show.

Essa conexão com o público foi posta à prova em meados do ano passado. Desde 2009 sem lançar um álbum e sem verba pra produzir um novo disco, a banda recorreu ao “crowdfunding” (financiamento coletivo) e rodou o chapéu virtual em busca dos recursos necessários pra gravar o CD “Fio da Navalha”. Como era de se esperar, os fãs contribuíram massivamente, comprando – literalmente – a ideia de fazer junto com o Raiz mais um disco de qualidade musical indiscutível.

Totalmente autoral, o repertório segue a linha dos anteriores, com músicas impregnadas pelas belas poesias do baixista Elysio, que carregam uma mensagem de paz, respeito e equilíbrio, onde o amor é o grande protagonista. Quando liquidificadas pelas lâminas coletivas da banda, as músicas ficam ainda mais deliciosas. O resultado é mais um CD original, único, autêntico. A mistura do forró com outros ritmos continua muito presente e a sofisticação nos arranjos e composições do “Fio da Navalha” trazem uma experiência tão complexa quanto agradável pra quem ouve o disco. Em alguns momentos, o desejo é somente ouvir e apreciar. Em outros, a sensação é de que é impossível ficar parado. Também dá vontade de cantar junto. Difícil mesmo é escolher a tal música de trabalho.

Outro ponto a se destacar são os músicos convidados. Logo na faixa de abertura - Flor do Vazio, uma mistura de forró com salsa - temos o deleite de escutar o sopro mágico de Carlos Malta. Ele ainda participou de Metáfora e Tambores de Oxalá; essa última um maracatu com pitadas de rock. Na faixa que dá nome ao disco, quem chega com sua voz forte e precisa é Helio Bentes, vocalista da banda de reggae “Ponto de Equilíbrio”. Em Minha Doutrina, estreia da vocalista Tati Veras como compositora, surge um duo tão bacana quanto improvável: Nissin, da banda “Oriente” aparece com a rapidez e a precisão que só um rapper do seu quilate pode trazer. Em Dádiva, o percussionista Chris Mourão acentua com sua cuíca o clima de samba, e no “forrock” Vagabundo Rural, quem dá o ar da graça é o grande cantor e compositor baiano Maurício Baia. Pra completar o time, o camisa 10: Geraldo Azevedo, que além de cantar ainda toca violão com a maestria que lhe é peculiar, na faixa Viola Morena.

O Raiz do Sana é independente. Mas não está sozinho. Muito pelo contrário. Graças aos seus milhares de fãs espalhados pelo Brasil a banda está lançando o disco “Fio da Navalha” trazendo um “fio de esperança” pra todos que ainda acreditam na boa música.

 

Gravado, mixado e masterizado no Supernova Estúdios por Didier Fernan, exceto:
- Voz e Violão (Geraldo Azevedo) gravado por Lucas Amorim no Squat Estúdio
- Voz Baia, gravado por Maurício Baia no Paraíba Studios
- Cuíca, tan tan e frigideira (Chris Mourão), gravado por Rodrigo Ramalho no estúdio Sounds Enough

Pré Produção: Rodrigo Ramalho e Didier Fernan no estúdio Sounds Enough
Produção Musical e arranjos: Raiz do Sana
Produção Executiva: Raphael Rabello
Fotos Raiz do Sana: Marcia Ramalho
Arte Capa / Encarte: Marcelo Ment
Design Gráfico: Márcio Bragga

Agradecimentos:

A todos que contribuíram com o financiamento coletivo, tornando esse sonho possível.
Aos nossos familiares e amigos. Aos fãs!
Bernardo Palmeira e todo o pessoal da Embolacha. Fundação Macaé de Cultura, Michelly Mury, Bruno Azevedo, Pedro Bettencourt, Rodrigo Bettencourt, Péricles Mecenas, Daniel Silver, Sr. Carlos (Sana Rock), Rafael Zibelli, PC, Batatinha e toda a equipe da Ostrastur.  
JR Fontes, Anderson Góes, Hugo Nunes e Miguel Dorneles, nossos fiéis escudeiros na estrada.
Rafael Freire, Thiago Pedalino e Léo Araripe por emprestarem seus valiosos instrumentos.
Marcelo Ment e Márcio Bragga.
Geraldo Azevedo, Chris Mourão, Carlos Malta, Helio Bentes, Nissin e Baia.
Leticia, Pepê, Helena, Tamiris e Bruno, pela parceria.
Lara, Ravi, Toth, Arthur, Luiz Paulo, Alda, Vó Dulce, Vó Maria, “Bendita”, Gabriel, Ariê e Noah. Patricia, Natalia, Verônica, Vera e Yan Oliveira. Filhos e netos do Elysio, Robson Jardel, pela inspiração na convenção de “Viola Morena”. À Luz da Grande Fraternidade Branca.
In memorian: Dalva, Thereza, Regina e Irênio.

 

 

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