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Abanda

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No Dia Internacional do Meio Ambiente (5 de junho) de 1998, o Raiz do Sana fazia sua primeira apresentação na festa da cidade. O repertório era só de covers, como "Feira de Mangaio", de Sivuca, e "Cantiga do Sapo", de Jackson do Pandeiro e passava ainda por Luiz Gonzaga, Alceu Valença e Geraldo Azevedo. A banda era composta por Tati no vocal, Elysio no baixo, Alvinho na sanfona, Kaki no triângulo e Frank na zabumba.

Os primeiros shows foram no Sana e serviram, junto com os ensaios, para dar ao grupo o entrosamento necessário. Logo surgiram oportunidades de se apresentar na Região dos Lagos (Macaé, Rio das Ostras...), o que fez os músicos acreditarem estar no caminho certo. Com apenas dois meses de existência, o Raiz do Sana ganhou o Prêmio SESI de Cultura na categoria música, em Macaé. Na mesma época entrava na banda Luiz Nato, somando no violão e no vocal, passando a ser a segunda voz que faltava. No fim do ano, o grupo já fazia seu primeiro show no Rio de Janeiro, ao mesmo tempo que outro integrante se juntava ao bando: Léo Oliveira, com seu cavaquinho, sua criatividade e a influência rock. As composições próprias também foram surgindo, todas com referências ao Sana, sua beleza e sua magia.

No início de 1999, o sanfoneiro Alvinho achou melhor deixar o grupo, pois queria formar uma banda com os irmãos. Para o lugar dele veio Rodrigo, então um menino de dezesseis anos, mas que, na base do talento e da garra, acabou se encaixando como uma luva, deixando todos muito entusiasmados. A essa altura os shows no interior do estado do Rio já eram freqüentes e o Raiz do Sana começava também a conquistar o público exigente da capital.

No começo de 2000, surgiu a oportunidade que iria marcar uma nova era na história do Raiz: a gravação do primeiro CD, independente, apenas com o apoio cultural da Macaétur. O lançamento - no dia 14 de Abril na Fundição Progresso (RJ) - foi um sucesso, e colocou a banda para o rol das mais importantes do gênero no Rio de Janeiro. Ainda no fim do ano, o grupo fez sua primeira apresentação fora do estado (em Vitória, ES), conquistando mais fãs e seguindo sua trajetória ascendente.

O início de 2001 foi repleto de mudanças. Em janeiro, com 4 mil CDs independentes vendidos, o Raiz do Sana assinou com a gravadora Albatroz, através da qual venderia mais 8 mil cópias. No mesmo mês o percussionista Kaki pediu para sair e deixou uma vaga que seria preenchida rapidamente. Phinha (leia-se Finha), que tocava em outra banda do Rio e que, assim como Rodrigo, passou da condição de fã para músico da banda era o mais novo integrante. Para alívio de todos a adaptação do músico foi rápida, tanto musicalmente quanto no convívio com os outros integrantes.

No fim de março veio o primeiro show em São Paulo, cidade que desde então receberia a banda de braços abertos. A receptividade foi fator determinante para que o Raiz do Sana passasse a fazer uma média de três shows por mês na terra da garoa, sempre acompanhado de um público animado, que acabou por eleger a banda a melhor do ano. O troféu foi dado ao Raiz pela Rádio Imprensa de São Paulo em dezembro de 2001 em uma bela festa. Pouco depois de Sampa veio Belo Horizonte. Mais um desafio e mais uma boa surpresa: assim como na capital paulista, todos na platéia sabiam cantar as músicas.

O segundo CD, "Cabeça D'água", também com composições próprias, foi lançado em agosto de 2002 com muito sucesso, quando o Raiz já tinha conquistado de vez a exigente cidade de São Paulo. Hoje, o Raiz do Sana possui em seu histórico mais de 700 shows e a significativa marca de 40 mil CDs vendidos, em oito anos de carreira. O site da banda tem uma média 4000 visitas por mês e a comunidade no orkut conta com mais de 13.000 integrantes.

Em 2005 a banda resolveu chamar o percussionista Rodrigo Bucair também morador do Sana, pra apimentar mais o tempero da cozinha,. Uma aquisição e tanto! E ainda deu tempo dele gravar algumas faixas do terceiro CD,” 3”, que foi lançado também de maneira independente em dezembro do mesmo ano, com um show para mais de 3 mil pessoas no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Nesse último disco as influências de outros ritmos e sons ficaram mais evidentes, com a presença da guitarra e a influência do maracatu, do reggae e da música caribenha se fazendo presentes sem deixar o tempero do forró de lado. O trabalho continua autoral e tem a cara da banda. São 12 composições de Elysio (algumas em parceria) e uma de Frank Furtado, com todos os arranjos feitos pela banda. A temática continua a mesma: o Sana e sua energia, sem deixar de falar de amor. A poesia é única, assim como a sonoridade.
Hoje o Raiz do Sana emana sua própria luz e todos os integrantes sabem do potencial da banda. E assim a banda segue sua caminhada de sucesso, sempre trazendo para seu público muita alegria e energia positiva. Pra 2007, se tudo der certo, tem DVD do Raiz.

· Tati Veras - (vocal)
· Elysio - (baixo)
· Luiz Nato - (violão)
· Léo Oliveira - (cavaquinho, guitarra e bandolin)
· Rodrigo Ramalho - (sanfona e teclados) · Frank Furtado - (zabumba)
· Phinha - (triângulo e percussão)
- Rodrigo Bucair - (percussão)
· Raphael Rabello - (empresário)
· Isabela Leme - (produção)
· Sabá - (roadie)
- Codé - (roadie)
- Junior (J.J.) - (Iluminador)

CURIOSIDADES

Passando um fim de semana no Sana, Rodrigo encontrou na lanchonete Maria Fulô um sanfoneiro. Conversa vai, conversa vem, ele acabou comprando a sanfona ali mesmo. Seis meses depois ele foi convidado para entrar no Raiz do Sana, pois Alvinho, seu antecessor, havia saído. Quando chegou no primeiro ensaio com a banda ninguém acreditou: foi de Alvinho que Rodrigo comprara a sanfona.

Phinha, que para quem não sabe se chama Raphael, tocou no Forró da Ilha, no Sana, antes de entrar para a banda. Foi no "Forró da Independência" de 99, nos dias 4, 5 e 6 de setembro quando o Raiz do Sana e o Forródagente (ex-banda do percussionista) tocaram até o amanhecer.

O primeiro show do Raiz do Sana em São Paulo, o de número 227, foi no dia 31 de março de 2001, no Forró do Branca (no Brancaleone).

Phinha e Rodrigo já se conheciam (desde 97) antes de tocarem juntos. Os dois assistiram juntos os shows que o Raiz do Sana fez na Casa de Pedra, no carnaval de 99, no Sana, quando nenhum dos dois tocava na banda.

O primeiro Forró do Jamil foi o show de número 6 do Raiz do Sana, no dia 20 de junho de 98.

Luiz e Phinha nasceram no mesmo dia (21/02).

As músicas "Ave de Sol", do primeiro CD, e "Rainha dos Trópicos", do segundo, compostas por Elysio e Richard têm mais de 25 anos. Os dois se conhecem há mais de 30 e desde então compõem juntos. Richard é o baixista de outra banda de forró do Sana, o Som da Mata.

A diversão do ônibus do Raiz, são as imitações do roadie Sabá. Ele canta, dança e representa, sempre com muito humor. Um verdadeiro "show man". Além disso, ele é um bom skatista e DJ nas horas vagas.

Alvinho, ex-sanfoneiro da banda, às vezes cismava em cima da hora e dizia que não ia tocar. Em uma dessas vezes, ele não foi mesmo. O show, em Macaé, não tinha mais como ser adiado e a banda foi sem sanfoneiro. Na hora do show, quando chegava na parte da música que tinha sanfona o pessoal resolveu improvisar e fazer com a boca mesmo. Quem não gostou muito foi o público. Os músicos até ficaram com medo de serem agredidos, mas no final tudo correu bem.

Pedro Mila, além de música do Raiz, é vizinho ao sítio de Frank no Sana.

Para compor a música "Peito do Pombo", Elysio perguntou para pessoas no Sana o que significava o Peito do Pombo para elas, juntou as respostas e compôs a letra. Portanto quando a letra diz: "dizem que foi um ato de amor"... ou "tem gente que diz que é uma pedra natural de disco voador"... é porque realmente isso foi dito. Simples porém genial.